Saúde Financeira parte do Dinheiro a Entrar

Enquanto não consigo terminar a publicação da rúbrica “Cérebro de Gorda”, deixem-me saltar já para a “Saúde Financeira”. Vou falar-vos sobre a loucura das minhas últimas duas semanas, sobre trabalho e sobre preconceitos quanto a trabalho. Sabiam que a base de uma saúde financeira está na entrada de dinheiro? Parece lógico? Às vezes não é.

Quinta-feira, 7 de julho
Hoje foi o dia. Foi o dia de explicar a um chefe que por aqui já não era o caminho. E ao contrário do que imaginava sentir, ao contrário do alívio, satisfação, pujança para o que aí vem, só sou capaz de me sentir um farrapo. Uma louca, uma pessoa sem noção da realidade, do quanto é difícil arranjar trabalho e na área que se estudou. Simplesmente porque o caminho já não é por ali. Mesmo que eu tenha ideias sem fim, ideias concretas, ideias que encaixam umas nas outras na perfeição. Mesmo com toda a consciência e racionalidade da decisão, isto abala uma série de estereótipos que estão tão enraizados ao ponto de me fazerem duvidar de mim mesma.

Terça-feira, 12 de julho
Estou no aeroporto de Zurique. É quase meia noite, o meu voo era há uma semana atrás e eu preciso de chegar amanhã a Portugal. Na semana passada, depois de me sentir um farrapo, numa agência de trabalhos temporários, candidatei-me a meia dúzia de posições. Quando estava no autocarro para cá, ligaram-me para que fosse a uma formação na quinta, o trabalho começa na sexta. Tenho de passar também num café que estão à procura de pessoal. Não sei o que sairá daqui. Mas tenho de chegar amanhã e que fique com o trabalho. A minha consciência precisa de escapes de compensação para o dinheirão que me vai custar a viagem de volta.

Quarta-feira, 13 de julho
Estou de direta. Consegui comprar uma viagem mas já não consigo passar hoje no café. Estou muito cansada e não consigo deixar de me sentir ridícula com o erro da viagem. Tenho muitos euros desperdiçados esta noite e tenho de os compensar DÊ POR ONDE DER.

Quinta-feira, 14 de julho
Já fui à formação e o trabalho começa MESMO amanhã. É um trabalho de promoção/comercial, em que falo sobre colchões. A coisa até calhou na altura certa. Uma pessoa pensa em comprar uma casa e daí nascem umas mil e quinhentas necessidades de informação. O colchão é, sem dúvida, uma delas e eu estou uma pró! E, melhor, pagam bem para xuxu! Estar oito horas DE PÉ é que não dá muito jeito. Ainda vou comprar meias de descanso que tenho uma circulação de velha de 87 anos, sapatinhos pretos e blusas brancas. As camisas só as uso com casacos de malha porque ora pareço grávida e fazem fole nas costas, ora abrem nas mamas. Além de me sentir a bela da empregada de mesa. E as t-shirts brancas parecem pijama ou roupa interior.

Sexta-feira, 15 de julho
Não me queixo do trabalho. Foi mais fácil de o arranjar do que estalar os dedos. É bem pago, não inclui pressão e não tenho de impingir nada a ninguém. Mesmo assim, eu sou pessoa que gosta de trabalhar e é psicologicamente mais cansativo atender cinco pessoas em oito horas e estar de pé do que trabalhar durante 12 horas.

Segunda feira, 18 de julho
Se bem me lembro, a ideia de trabalhar era coisa para conciliar com a possibilidade de estudar e estas 40 horas de quarta a domingo não o são. Além disso, já percebi que o trabalho é muito cansativo de tão calmo que é. De Esmoriz a S. Félix há uns 10 supermercados… comecemos por Esmoriz.

Terça-feira, 19 de julho
Olha, ligaram-me do primeiro supermercado onde fui. Tenho entrevista amanhã.

Quarta-feira, 20 de julho
Os meus pés já estão habituados a estar de pé e já nem nas últimas horas doem. Tão bom! A meta atual é fazer este trabalho até ao final do mês. Faltam 9 dias! A entrevista correu tão bem, tão bem que se não ficar é porque apareceu alguém com 25 anos de experiência em caixas de supermercado. Antes da entrevista o gerente já sabia que me queria e o que queria que eu fizesse. Vamos lá rezar!

Quinta-feira, 21 de julho
O trabalho é meu e é perfeito. Aos fins de semana para poder conciliar todos os meus outros 3658 planos. Uhuhuhuh! Bem-vinda ao mundo das caixas de supermercado!!!!!

Ter saúde financeira é, antes de mais, ter dinheiro a entrar. E isso é com trabalho. Não me lixem com ser frustrante não arranjar trabalho na área, com ser impossível arranjar trabalho neste país aos 20s. E, muito menos, me venham com “isto não são trabalhos para ti”! Oi? Eu não tenho a maior propensão para vendas, não impinjo ou engano, de forma alguma, alguém. E em 4 dias de trabalho vendi 4 colchões. Quando queremos a sério e nos esforçamos, sem desculpas, é possível. A inteligência não se vê pelos anos que estudamos, vê-se pela atitude, pela forma de estar, pela forma como se encaram as decisões. Sabem, podia até estar confortavelmente na Áustria a trabalhar por uns meses, viver a minha vida pacata com a varanda mais bonita sob Innsbruck. Mas e depois em janeiro? Vinha para cá e ficava a contar carneirinhos? O trabalho arranja-se de julho a setembro e se assim é, venha ele!

Santorini – porquê, onde, como e quanto? 

DSC_0331.JPGAo contrário de qualquer viagem que possa ter, anteriormente, descrito aqui no blog, um dos objetivos da última viagem foi descansar. Não combina comigo pagar férias, principalmente no estrangeiro, que se baseiem na ideia hotel-praia-piscina. Morando tão perto da praia e sendo este tipo de férias tão caras e com tão pouco de novo, parece-me que estou a desperdiçar dinheiro. Mesmo assim, quis muito ir a Santorini.

Porquê?

A ilha de Thyra, conhecida por Santorini, não é só um lugar com praias bonitas e pores-do-sol famosos. É uma ilha vulcânica, está junto de um vulcão ativo, tem uma arquitectura particular, vive exclusivamente de e para o turismo, tem videiras rasteiras que dão origem a vinhos raros, pela pouca área da ilha, pelo solo vulcânico e por ter apenas 45 a 50 dias de chuva por ano, já foi destruída num tremor de terra e, a qualquer momento, poderá sofrer outro. Por tudo isto, pela beleza natural e pela possibilidade de experiências únicas, queria muito lá ir.

Onde dormimos?

Juntando tudo isto à ideia do descanso, encontramos um hotel com piscina e louvamos a ideia porque há alturas do dia em que só se consegue sobreviver dentro de água. O hotel era muito familiar, como grande parte dos pequenos hotéis neste lugar. Era azul e branco e cada quarto tinha acesso pelo exterior, com uma pequena varanda e vista para o nascer do sol. O branco, fresco, e o azul, como o mar e a bandeira, são as cores predominantes da ilha. A suite era grande, confortável e o lugar muito seguro. A piscina tinha sempre acesso livre e acabamos por dar mergulhos de manhã, à tarde e depois do pôr do sol. O hotel chama-se Stravos Villas e fica a 10 minutos a pé de uma paragem de autocarro. Mas há centenas de boas opções.

Quanto tempo é necessário?

Dois dias lá pareceram-nos mais do que suficientes para conhecer a ilha e descansar. No fundo, além do turismo não há mais nada e o interior da ilha é desértico. Percebemos a pasmaceira que era e não compreendemos muito bem qual é o encanto de passar semanas inteiras lá. MAS, há sempre um mas, é uma questão de gostos, de opiniões e de formas de viajar.

Como chegar e como circular?

Há um aeroporto na ilha e não há forma mais fácil de chegar lá do que de avião. Quando compramos as viagens, os voos estavam caros, mas possivelmente com antecedência ou noutras alturas do ano seja diferente. Por isso, e como íamos de Atenas, optamos pelos barcos ou ferries. A Blue Stars foi a companhia mais barata que econtramos e há passagens desde 20 euros. A viagem dura meio dia, mas faz-se de forma muito confortável.

Dentro da ilha a maioria dos visitantes aluga motas (de duas ou quatro rodas) ou carros. Mas os transportes públicos são bons e pontuais. Alugar não é uma solução nada cara e é, sem dúvida, a mais prática. Mas, sabem, andar a pé é tão bom e os meus músculos estavam tanto a precisar de exercício que decidimos ficar-nos pelos transportes e caminhar muito.

Na  próxima semana conto o que visitamos e como correu tudo!

Entradas

 

Um dia destes tenho de contar tudo o que aconteceu na última semana. Foi uma volta de qualquer coisa como 180 graus, qualquer coisa como se um mês inteirinho se tivesse passado condensado numa só semana. Agora imaginem como é que isso se traduz em cansaço, em má alimentação e ainda recomeçar o exercício depois da cirurgia. Tenho escrito muito pouco e, em modo meditativo, vou colecionando fotografias do Pinterest e do Instagram. Ideias para a casa nova. As da Entrada são, sem dúvida, as minhas favoritas!

Dica Cultural: Poesia em Prosa

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Há poesia belíssima e mítica que é dificílima de ler. Exige tempo, paciência para o vocabulário a que não estamos habituados e mais paciência e tempo ainda para toda uma interpretação correta da obra.

No entanto, estamos no século XXI e (quase) todos os problemas da humanidade foram resolvidos. A Literatura é uma delas e, em português, temos adaptações em prosa de belíssimos poemas. É o caso da Ilíada que foi adaptada por João de Barros.

Se é verdade que todos conhecemos a história do Cavalo de Tróia, conhecer todo o percurso até ali, numa leitura rápida, é obrigatório. Eu li e adorei!

As redes sociais puseram o mundo ao contrário

Hoje, na vez do “Mundo não é Justo mas não faz Mal”, trago uma história que conta o quanto a superficialidade, a velocidade e a pouca consciência só deixam o mundo mais injusto. E triste.

Estava em Zurique e, no aeroporto, o embarque estava atrasado. Uma mulher portuguesa (penso eu) juntamente com dois filhos, algures entre os 3 e os 6 anos, estava a ser deportada. Entrou antes dos restantes passageiros e, aparentemente, não se mostrou desagradada em voltar para o país de origem. Depois disso, os restantes passageiros foram entrando, arrumado as bagagens e, quando o embarque estava a meio, surge, do fundo do avião, a tal mulher e os filhos. Ouve-se o mais pequeno dizer que tinha sido roubado, um grito da mulher a reclamar com a criança, repetindo “qué filho, qué filho?”. Quando passaram por mim fiquei confusa. Estavam todos em cuecas. Só e apenas em cuecas, nem sapatos nem nada.

Eu assumo a minhas ingenuidade… Pensei “são indígenas e andam assim… que cena!”. Santa inocência, Sara Maria, santa inocência! Eram mesmo pessoas com histórias complicadíssimas, que fugiram para a Suíça e de lá não queriam sair. Então, fizeram o que lhes tinha sido ordenado, mas conseguiram atrasar o processo. O hospedeiro chamou a polícia e explicou que os temporariamente-indígenas teriam de ficar na Suíça, depois daquela cena dentro do avião. Voltariam de qualquer forma, só não naquela hora.

Ao mesmo tempo que isto acontecia, passageiros em classes executiva e económica filmavam a situação. Parece normal? Infelizmente sim. Estamos constantemente de telemóvel em riste, a filmar para publicar, como se fosse normal. Como se fosse instintivo partilhar com o mundo, ao momento a desgraça dos outros. Tal e qual a televisão nos tem ensinado, não só em programas de apanhados, mas nos próprios noticiários.

Gostamos tanto de ver, de saber, de contar e, com um vídeo, é ainda mais verdade, mas realista. Assim, mais ou menos como se não estivesse na Internet não fosse verdade, como se uma história contada já não valesse nada. E isto é tão triste. Lemos menos porque as imagens são mais rápidas e são o que nos captam. Lemos menos e as histórias perdem valor. Lemos menos, filmamos mais e, com a maior das leviandades, gravamos a desgraça alheia.

Se ao compreender a dimensão do que faz uma mulher despir-se a ela e aos filhos e atravessar um avião para chamar à atenção fiquei em choque, algo emotiva e bastante confusa, com vontade de me levantar e sair do avião com ela só para conhecer aquelas história, saber que filmaram, que nem sequer pensaram no lado daquelas pessoas (ou palhaços de circo), faz-me descrer na humanidade.

Não sei com se faz para mudar toda esta materialização de tudo, quando é que pensar e sentir voltam a ser o primeiro instinto. Ou serei eu que tenho uma visão muito romântica das coisas?

Os mealheiros (também) servem para cobrir burrices

Já comprei dezenas de voos e algum dia haveria de acontecer. A frequência com que viajo de avião faz com que pareça mais uma viagenzinha banal, sem grande logística, sem grandes preocupações. No último mês fiz a mala cinco vezes, passei por 5 países e não há como tudo isto não pareça um bocadinho fácil e banal.

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Quando comprei o último voo, encontrei preços em conta, demorei a confirmar e tive que recomeçar o processo. Fi-lo de forma pouco cuidadosa, certamente. Embora eu tenha a certeza que não, que confirmei tudo e blablabla. E assim continuei os meus dias alegremente. No dia do suposto voo, pus-me a caminho do aeroporto. Uma viagem extremamente bonita por entre os Alpes verdinhos, cheios de ovelhas e vacas a pastar. Na estação de comboios apanhei o primeiro comboio para o aeroporto de forma muito tranquila, sem qualquer problema, como se fizesse aquilo todos os dias.

No aeroporto ainda jantei antes de procurar um lugar para dormir e de fazer o check in. Eu sei que as pessoas normais fazem o check in com mais antecedência, mas é como vos digo, já faz parte da rotina, não há grandes dúvidas ou grandes medos. Na aplicação da TAP inseri o número da reserva que insistentemente resultava em erro. Mas que raio! Foi aí que fui ao email e deparei-me com a verdadeira data. Não podia acreditar. Tinha mesmo comprado um voo para uma data que já passara.

Entrei em modo pânicó-resolução-de-problemas. Acalmei o pânico, pensei como poderia pagar a viagem e tratei de usar os 120 minutos de internet gratuitos do aeroporto. Os preços eram caros, mas teria de ser. Escolhi um voo, inseri os dados, mas ups! Não me deixavam comprar um voo com menos de 24 horas de antecedência online. Como não??? Porque raio me tinham deixado chegar ao final do processo de compra???? Peguei nas tralhas todas e fui procurar um balcão de venda de bilhetes. Não encontrei. Perguntei nas informações. Eram 23h e os suíços não trabalham a essas horas, nem mesmo nos serviços de sobrevivência do aeroporto. Teria de esperar pelas 6h, mesmo que o voo que eu queria fosse às seis e qualquer coisa.

Tentei manter a calma e encontrar um lugar para dormir. O lugar encontrei, um sofá e um lugar para carregar o computador e o telemóvel. Já a calma não foi tão bem conseguida. Uma sensação de burrice extrema apoderou-se de mim. Acho que o pior era mesmo o desperdício de dinheiro. Uns minutos depois passou-me e decidi aproveitar para escrever mais uma história. Bem, na verdade sem isto deixava de ter graça, não é verdade?

No final da contas, a situação resolveu-se comigo de direta a comprar uma viagem às 4h30 da manhã para voar ao meio dia. Continuei aborrecida com a situação, mas aceitei e lembrei-me que existe um mealheiro que serve para estes gastos inesperados e até parvos!

“Cérebro de Gorda”?

É uma das minhas expressões favoritas e diz imenso sobre mim. Não só adoro cozinhar sobremesas (porque é que em inglês e em alemão existe um verbo para “cozinhar sobremesas” e em português não? Será que posso criar a expressão? Bakear? Bachear? Bolosear?), como sou compulsiva com doces. E assim do nada, no meu blog de Erasmus, a expressão “Cérebro de Gorda” chegou e veio para ficar.

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Querem saber tooooda a história por trás? Querem? Querem? Se não querem, não me interessa nada, eu conto na mesma! Então é o seguinte: quem me conhece bem ou acompanha as minhas redes sociais há algum tempo, saberá que tenho um cérebro com instintos tão virados para o açúcar e para umas quantas outras coisas que deverisa ser evitado numa alimentação saudável, que poderia bem ser obesa.

Não sou obesa e não acho que tenha nada de gordo, neste momento. Tenho 50kg e se não ganho um quilo ou dois, corro o risco de não me deixarem doar sangue. Coisa que, por acaso, não faz sentido nenhum.  Tenho menos de um metro e sessenta e o parâmetro do peso é igual para qualquer pessoa, mesmo que tenha mais 20 cm do que eu. Nos últimos anos, tenho tido a doação de sangue como motivação para não baixar o peso. Um mês antes da dádiva costumo ver o peso que tenho e regular a alimentação para que não fuja muito ao desejado. Nada que seja difícil porque tenho muita facilidade em mantê-lo e até, com um pequeno esforço, em emagrecer. É isso mesmo, sou uma sortuda! Mesmo que procure, instintivamente, toda uma compensação emocional na comida, o meu metabolismo é incansável.

É verdade que quando cheguei de Erasmus estava com mais 5 ou 6kg do que agora. Mas, pessoas, a vida de um estudante de Erasmus não é muito saudável. As minhas tentativas de exercício acabavam, na maioria das vezes, em contemplações à vida e à natureza no cimo do monte, as minhas horas de dormir eram mais diurnas do que noturnas, passava horas alapada a ver séries, a conversar, a petiscar qualquer coisa e, quando trabalhava, o chocolate acompanhava-me sempre. Eu não tinha aulas, só trabalhava no quarto. Não sei se estão a ver o tamanho da desgraça, mas era capaz de comer uma daquelas barras gigantes de Milka caramelo, essas mesmo, bem enjoativas, em menos de duas horas. Juntando a isto, o facto das minhas colegas de casa não serem as pessoas mais limpas na cozinha e, com isso, a certa altura, comia uma ou duas pizzas por dia (a cantina era em frente à residência e as pizzas médias rondavam os 3 euros), como é que eu não engordei mais, essa é a pergunta!

Hoje em dia já não me deixo levar com a mesma facilidade, mas, mesmo assim, a compulsividade com que sou capaz de comer uma tablete de chocolate ou um pacote de amêndoas poderiam bem fazer-me descambar. Mas não fazem e ainda que eu me esforce pela minha saúde, em alturas de mudança, lá enfardo uma ou duas tabletes de chocolate por semana.

O meu cérebro de gorda tem amadurecido e tem-se deixado contagiar pelo meu lado racional. Isso é nítido no Instagram. Já não há apenas bolos e chocolates, há também comidinhas saudáveis, substitutos ao açúcar, bolos com uma adição reduzida de açúcar refinado e uma tentativa de habituação do meu paladar a sabores mais salgados. Tenho, inclusive, feito progressos. Resta-me continuar a lutar e, talvez um dia, o meu “Cérebro de Gorda” passará a sê-lo de forma completamente saudável. Sim, porque nem me importava de ser compulsiva com comida se o fosse de forma saudável. Além disso, sem picos de açúcar, a fome e a necessidade de comidas calóricas são menores. Mas isto já era tema para outro texto.

É esta a história do meu “cérebro de gorda”. Espero que não haja mais cérebros destes por aí!