Casamento ou Contrato

Hoje o assunto é mais sério e não deveria contemplar qualquer futilidade. Será que o casamento como um contrato que se faz e desfaz consoante vontades, adversidades, com uma ou outra vantagem burocrática ou fiscal ainda faz sentido?

cd0fdd901d1b2b9fef984cfbeed1665aVia Pinterest

Não sei se é de mim, mas casar porque se quer fazer uma festa, porque as fotografias estão na moda, porque os outros também o fazem e ainda gastar um balúrdio para isso, parece-me só um monte de motivos errados. E claro que quando alguém se casa não diz que é assim. Não o sente assim. Mas já experimentaram perguntar a alguém prestes a casar se acha possível que um dia se divorcia? Estou para mim (estou sem tempo para pesquisar estatísticas) que resposta tem uma grande percentagem de sim.

É este  meu ponto. Fará sentido casar tendo como hipótese o divórcio? Não deveria o divórcio ser a solução para um problema que em momento algum, à partida, tomamos como hipótese?

Alguns pontos interessantes:

1. Não há menos divórcios em países com maior igualdade de género.

À partida pode parecer óbvio que em países com menor igualdade de género não haja tantos divórcios porque as mulheres se submetem, os casamentos são arranjados e a liberdade feminina é reduzida culturalmente. Mas pelo que tenho lido (desculpem-me mais uma vez a falta de fontes, mas o google pode ajudar-vos) e aprendido, culturalmente isso não é entrave e o divórcio também acontece. Diz-se que o problema nos casamentos arranjados ou frutos de uma escolha livre falham pelos mesmos motivos: falta de compreensão e de compromisso. No meu ponto de vista faz todo o sentido e dá muito mais trabalho do que, normalmente, gostamos de ter.

2. Morar junto antes de casar também não o diminui a probabilidade de divórcio

Pois é,  bebés, desta é que não estavam à espera. Ou até estavam porque todos nós conhecemos um qualquer casal que se conhecia extremamente bem ao ponto de morarem juntos, terem rotinas comuns, casaram e pouco depois, puff! Assim, como se o casamento mudasse tudo. Na verdade não muda, mas ora há quem se case a acreditar que muda para melhor, ora há quem só tenha coragem para pôr fim ao inevitável quando se sente sem saída. Muitas vezes casar nestas circunstâncias acontece por pressão social, porque insistirmos em complicar a vida uns aos outros e dizer que há uma altura para casar, outra para não sei o quê e outra para não sei que mais. Esqueçam lá os outros, por favor.

3. A probabilidade de divórcio é superior se os pais forem divorciados

Não é uma espécie de trauma. É mais uma forma de ver a vida que nos acompanha desde cedo. Não se quer sofrer o que se viu sofrer, não se quer comprometer totalmente por medo. (Quem tem medo compra um cão, sabiam?) Mas é também uma espécie de exemplo. Por muito que se queira sempre fazer melhor do que vimos fazer, a tendência é sempre a da imitação, é humano fazê-lo dessa forma. E, por vezes, essa imitação instintiva faz-nos procurar pessoas iguais aos nossos ascendentes. E se forem muito iguais podem, da mesma forma, dificultar a prosperidade de um casamento.

Todas estas opiniões, baseadas em outras opiniões e experiências lidas por essa internet fora, valem o que valem. E se não concordam, estejam à vontade para refutar! Até porque eu não sou casada e só tenho 25 anos. Sobre o que observo sei bastante, mas sobre o que os anos nos fazem não sei nada. 

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