Uma tarde em Hallstatt

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Pensamos em visitar Hallstatt várias vezes. Ou a desculpa era o frio, ou o calor e o amontoar de turistas por essas alturas. Ou então queríamos esperar por amigos que queriam visitar connosco este lugar. A verdade é que precisei de decidir regressar a Portugal para lá ir. Valeu a demora!

Saímos cedo de casa, de bilhetes de comboio na mão. Trocamos umas quantas vezes de comboio e a cada troca, a paisagem tornava-se mais bonita: verde, água e com casas tão perfeitas que aposto, foram estrategicamente lá colocadas.

Quando chegamos ao destino, sem planos em mãos, sem decisões para o dia, percebemos que o comboio parava na margem do lago oposta à cidade onde queríamos ir. Felizmente os ferries estão coordenados com os comboios e não esperamos nada. As viagens de ida e volta custaram 5 euros por pessoa e dali a nada, demos por nós em pleno lago, com uma vista igual à das belas fotografias. Não nos desiludimos nem por um bocadinho.

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O tempo estava maravilhoso para passear: fresco e solarengo. A luz era muito intensa para fotografar e o sol, depois do almoço, já não era favorável às melhores fotografias. Ainda assim foi bom; paramos vezes sem conta porque podíamos e nos apetecia ajustar um bocadinho melhor o modo manual da máquina fotográfica.

Fizemos um piquenique junto ao lago, enquanto partilhamos uvas com sisnes. Pagamos couro e cabelo por um café (não estivéssemos nós na Áustria) e prosseguimos o passeio.

DSC_0196Era uma zona de sal e de azeite. Havia vários sais que experimentamos e os sabonetes, à base de azeite, eram também uma atração. Compramos uns alces decorativos e eu decidi que queria alugar um barco. 

No verão aquele lugar deve ser impossível. Esperamos cerca de meia hora para termos um barco livre, embora estivesse tudo muito calmo. No verão imagino que o caos se deve instalar. Foram 30 minutos de uma calma e beleza incomparáveis. O barco era elétrico e muito estável. Conseguimos trocar de condutor a meio da viagem, conseguimos, uma vez mais, fotografar muito. Até encontramos um castelo das histórias de encantar por lá!

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Por entre o passeio passamos por um cemitério. Eu gosto de cemitérios porque contam histórias sobre a forma como cada lugar encara a morte, traduz traços culturais e são sem dúvida lugares interessantes. Em alemão, a palavra cemitério traduz-se lugar da paz. Acho uma expressão tão bonita e muito menos pesado do que a conotação que damos ao nome em português.

Na fotografia, os senhores estão trajados tradicionalmente. Além de demonstrar que o traje tradicional é um traje formal, que se veste em festas, ainda conseguimos ver que o senhor caçava. É ou não maravilhoso e leve?

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No final do dia regressamos a casa, também de comboio. Perdemos uma das ligações e acabamos a jantar num turco, no meio de nenhures, sem bateria nos telemóveis. Vimos os resultados das eleições legislativas pela televisão e umas horas depois chegamos a casa. 

Os passeio de um dia são imensamente grandes e valem cada segundo. 

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5 dias de Passeios por Lugares Bonitos

 

Se 2016 foi marcado por um recorde tempo em que eu e o Pedro passamos tempo juntos, 2017 será marcado por passarmos metade do ano à distância. Quando se muda de país, não se conhece ninguém e se acaba a trabalhar na mesma empresa que um namorado, o tempo em comum é realmente muito. E quando no ano seguinte tudo muda de figura, é bem interessante perceber a capacidade de adaptação.

Na tentativa de minimizar os 6 meses em países diferentes, tentamos que o Pedro viesse cá em Outubro e ficasse por umas semanas. Não foi possível. Por isso, com 3 dias de férias e um fim de semana, voei eu para a Suíça, passei pelo T1 mais bonito de Innsbruck, visitei um dos lugares mais bonitos da Europa e regressei pela Alemanha.

Parece muita coisa para tão pouco tempo? Ah, não é. Tenho uma paixão por viagens de comboio e as paisagens alpinas são ótimas companheiras. Longos lagos, paisagens tão verdes como as do vídeo (não há qualquer filtro nas imagens) e uma tranquilidade que não há por cá.

Os percursos de comboio inspiram-me muito e permitem-me 5 das minhas coisas favoritas:
1. Aproveitar a paisagem,
2. Dormir,
3. Ter tempo para estar sozinha,
4. Conhecer pessoas interessantes,
5. Adiantar trabalho ou mesmo escreve no blog.

A verdade é que o primeiro dia, meio em viagem, voou. Quando dei por mim, estava em casa, o sol raiava como já não acontecia há uns valentes meses por lá. Depois, o sol pôs-se nas montanhas vistas pela janela grande da sala e eu já não pensava em regressar à vidinha de cá.

Ainda fomos ao Auis (estávamos há uma eternidade para lá ir) comer bifes, burritos e um belo Tiramissu. Depois, fomos a Hallstatt e não poderia haver lugar mais idílico, nem melhor sol. Tenho fotografias belíssimas para partilhar (ainda este mês, espero eu).

Regressei com a certeza que Innsbruck é uma cidade incomparavelmente bonita e que ainda há muitos lugares na Áustria por onde quero passar.

Doces, pizzas e ruas de Viana

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Voltando ao relato de como gostei de Viana, como é bonita e de como a comida vale a pena e é, por si só, uma experiência, fiquem com o relato do segundo dia.

No Domingo tomamos o pequeno-almoço, que estava incluído com a noite, e saímos diretos ao Zé Natário: queríamos bolas de Berlim. Mas ao domingo só saem de tarde, infelizmente. Então, fomos passear.

Entramos na Sé que tinha painéis a cobrir as paredes e o teto, imitando a reabilitação. Fiquei desiludida. Percebo a ideia e sei o custo de um restauro destes, mas a beleza da arquitetura não é a mesma de painéis.

Depois observamos as ruas. Que bonitas, que típicas, que bem enquadradas. Não tinha esta noção, mas Viana é capaz de ser a capital de distrito que melhor conserva a tradição, desde a construção dos edifícios, à vivência das tradições. Gostei tanto das ruas que tenho vontade de lá voltar.

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Depois almoçamos na Dolce Viana, reconhecemos o bom das pizzas serem feitas em forno a lenha e seguimos para a praia, do outro lado do rio. Apanhamos um ferry e, ao voltarmos, demos por nós sem dinheiro e sem caixas multibanco. Eu nunca imaginaria que ainda existiam sítios perto da costa com poucas caixas multibanco. O resultado foi pormo-nos ao caminho. A ponte para o outro lado ainda ficava longe. Mas ainda chegamos a tempo de voltar ao Zé Natário.

Comprei duas bolas e três pequenos doces para provar. No comboio deu-se a degustação com o impressionante resultado de eu gostar mais das Bolas compradas em Viana do que das da AIPAL compradas a meio da noite e quentinhas. A massa em si não era melhor, mas o creme menos doce e mais saboroso, juntamente com o toque de canela fizeram-nas ganhar o prémio de melhores bolas de Berlim já provadas.

Quanto aos restantes doces, comecei por provar um manjerico de Viana que só pecou pela baunilha ser pré-fabricada. O doce de ovos e amêndoa que o recheava era de bradar aos céus de tal forma que me emocionou. Eu emociono-me com comida, doces em particular. Não sei como é que acontece, mas geralmente dá-se quando quero muito comer alguma coisa, quando provo algo novo que me agrada ou quando sonho com determinado doce e finalmente o cozinho. Dou uma dentada e entre um arrepio e outro fecho os olhos, o mundo para e fico ali, a namorar a comida. Descrito desta forma só pode ser patológico, mas enfim. Os manjericos eram maravilhosos.

Os restantes pastéis, um Sidónio e o outro não sei, eram bons, mas não me entusiasmaram tanto como os anteriores.

De qualquer das formas, sim, o Zé Natário e a Dolce Viana são paragens obrigatórias para quem aprecia comida. Só não se emocionem como eu que isso é parvo.

Ir até Viana e comer à Português

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Tenho como plano voltar a explorar Portugal. Conheço tantos lugares neste país encantador, mas há sempre mais e mais lugares que descubro e lamento ainda não ter lá ido. Era mais ou menos o caso de Viana do Castelo. Tinha uma breve memória de uma praça e recordava-me de fotografias que tirei há uns 15 anos dentro da Sé. Disse ao Pedro para decidir onde iríamos e aprovei de imediato Viana do Castelo. 

Ainda não conhecia a linha de comboio até lá e isso aumentava-me o entusiasmo. Marcamos uma noite junto ao rio e à Estação de Comboios, mas não marcamos mais nada. No sábado de manhã fizemos uma aula de Cross-Training ao ar livre, depois de almoço apanhamos um comboio para o Porto, compramos viagens para Viana e antes das 18h já lá estávamos.

Ligamos ao dono do apartamento onde alugáramos um quarto, que apareceu uns minutos mais tarde de bicicleta. Era um homenzinho caricato que vivia do turismo, alugava bicicletas e reabilitara um apartamento para turismo. A reabilitação era fraca, materiais baratos, mas tinha gosto e graça. Era, independentemente de tudo, o lugar perfeito para chegar a todo o lado a pé. Quanto a dormir, durmo em qualquer lugar.

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Estava calor e ainda caminhamos até à praia do Norte. Estava uma nortada que não se sentia no centro da cidade. Não me atrevi a tirar a roupa, mas molhei os pés e fotografei muito. Tinha saudades de fotografar.

Ao pôr do sol estávamos de regresso ao centro. Tentamos ir a uma Pizzeria, a Dolce Viana, que nos fora aconselhada por um local. Mas estava cheia e tinha lista de espera. Decidimos deixar para o almoço de domingo e fomos a um outro restaurante que nos chamara a atenção.

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Pedimos Rojões à Minhota e Arroz de Pato. Eram meias-doses que davam para três refeições de quem como o que comemos no dia-a-dia. Bom, mas nada de mais. O arroz de pato tinha passas e isso não me agradou. Pedimos cogumelos frescos salteados e estavam frios, ou pior: mal aquecidos. Mas havia um queijo e um paté muito bons. Ainda assim, o que mais gostamos foi do vinho e das sobremesas. O vinho que pedíramos estava esgotado, mas aceitamos a sugestão do senhor que nos atendera. Provamos um vinho premiado deste ano chamado “.com”. A mousse de chocolate era bem feita, caseira, e o leite creme também, queimadinho na hora. Não foi nada caro. Ainda fomos um bocadinho até junto do rio e no dia seguinte descansamos até tarde.

Quanto a domingo, conto noutro dia.

Fazer do fim de semana Férias

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Começou na sexta com um jantar cheio de primos. Foi tão bom, tão bom que a certa altura o senhor do restaurante já nos odiava – pessoas felizes fazem muito barulho e comem bem. Disse-nos, inclusive, para dividirmos comida porque, enfim, nunca vira as travessas de carneiro que comemos quando nos juntamos. Não sobrou nada.

No sábado, fui fazer um treino-experiência. Em setembro tenho de voltar ao exercício regular e preciso de perceber que tipo de treino quero fazer. O treino foi tão bom, tão bom que no domingo soltava “uis” de cada vez que me levantava e baixava.

Depois enfiamos meia dúzia de coisas na mochila, compramos um bilhete e fomos até Viana do Castelo. Estou tão bem impressionada com Viana que vou dedicar uma ou duas publicações ao assunto. Vi uma cidade ainda mais bonita do que o que me recordava, apanhei sol, comi muito, provei doces maravilhosos e dormi tantas horas que até lhes perdi a conta.

Soou e soube tanto a férias, assim, simples, em apenas dois dias!

Algumas fotografias do fim de semana AQUI.

 

Santorini

Às 7h já estávamos no Porto de Piraeus prontos para entrar no ferry. O barco era enorme, como víramos no dia anterior, e tinha lá escrito “Santorini”. A fila já se formava e tinha uns longos metros, mas muito rapidamente embarcamos. Primeiro os camiões de mercadorias e os veículos, de quem os levava, depois as pessoas que, de escada rolante, se deslocavam para diferentes lugares do barco. Nós, com os bilhetes mais económicos, podíamos ficar ao ar livre, na zona do restaurante, ou nos sofás e mesas que se estendiam pelo primeiro andar do barco. Encontramos um bom sofá para dormir, perto havia casas de banho e restaurante e até perto do final da viagem, quando fomos apanhar sol, ficamos confortavelmente por ali.

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Às 15h atracamos em Santorini e, depois de dois autocarros e uma caminhada, entramos no hotel, demos um mergulho e regressamos à cidade principal Fira. A Free Walking Tour começou às 17h30 e nós conseguimos chegar a tempo!

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O percurso começou junto da igreja ortodoxa e, por um caminho com vista para o mar, caminhamos uns quilómetros até Imerovigli. Entretanto ouvimos histórias sobre os deuses, sobre a atividade vulcânica, sobre arquitectura (antes do antigo terramoto, as casas eram construídas em pedra preta de origem vulcânica como uma das únicas na fotografia), sobre os preços das casas naquele local. Ouvimos até que a ilha, no inverno, tem 22 mil habitantes e 2 milhões no verão. E, de ressalvar que, tudo o que nos deixava alerta em Atenas não existia ali: nem os graffitti, nem os lugares deixados ao abandono ou o lixo que estava por toda a cidade. Em Santorini há uma Grécia diferente e paisagens maravilhosas que fizeram daquelas duas horas, um tempo tão bem passado!

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Dali, apanhamos um autocarro para Oia onde veríamos o pôr do sol. Tinha medo de me desapontar com tanta expectativa. Não me desapontei. O pôr do sol é sempre bonito e as cores do de Santorini são diferentes do pôr-do-sol português – na imagem mostro-vos a imagem mais real que fui capaz de captar. Esqueçam as fotografias da internet, não têm nada a ver com a realidade. Principalmente quando o sol ficar completamente vermelho que, mesmo com muito esforço, a minha lente não conseguiu captar.

Depois disso, encontramos um tasco – acho que não teríamos dinheiro para pagar qualquer outro restaurante ali, jantamos e regressamos ao hotel. Ainda houve tempo para um mergulho, tal e qual após o pequeno almoço do dia seguinte.

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Ao pequeno almoço também percebemos que a excursão ao vulcão não tinha sido confirmada. A rececionista do hotel ajudou-nos e reclamou com a agência, que na realidade voltou a enrolar-se: reconheceram a falha combinamos que nos apanhariam às 16h no hotel. Estranhamos que nos fossem buscar. Mas relaxamos. Até que por email disseram que afinal não, afinal teria de ser às 14h e que não nos iam buscar. Devia ser perto da uma da tarde. Saímos da piscina e zarpamos para o autocarro.

O autocarro passou de imediato, precisávamos de almoçar e, no caminho para o funicular que descia a encosta para o antigo Porto (por 6 euros), encontramos um restaurante com uma vista invejável, pedimos o que fosse mais rápido. Serviram-nos Mousaka. Às 13h50 chegamos, finalmente, ao funicular que partiu já depois das 14h. Estávamos preparados para já não encontrar o barco no porto e para pedir o reembolso custe o que custasse. Mas, disse ao Pedro, que nada estava perdido, para continuar em contacto com a agência onde compramos a excursão, que percebemos mais tarde, não ser a detentora dos barcos. Quando chegamos ao porto às 14h10, o barco acabava de chegar da outra viagem e fomos a tempo de embarcar.

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O barco e a caminhada por cima do vulcão custaram 22,50 euros por pessoa e foram extremamente bem gastos. A certa altura pudemos sair do barco e mergulhar no mar azul, um azul como não vira antes, que gradualmente ficava verde e depois acastanhado, quanto mais próximos estávamos da caldeira do vulcão. A água era quente e o vermelho do ferro ficava-nos no corpo. A ideia de estar por cima de um vulcão, de sentir que está ativo e de visualizar muitos dos conceitos que os meus professores de geologia (tanto no secundário como na faculdade encontrei verdadeiros aficcionados e apaixonados pela disciplina) adoravam contar, foi fabuloso. Depois seguimos para a ilha onde vimos diferentes rochas, aprendemos sobre a posição do vulcão em relação às ilhas e gostamos de contribuir (com o pagamento de uma taxa para entrada no vulcão) para que haja um controlo sismológico, garantindo o acesso e a segurança à ilha.

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A ida a Santorini ficara ganha naquele momento. Quando regrassamos ao porto bebi um café com gelado e gelo – devia ser do calor, mas soube-me tão bem como marisco! Daí, seguimos para uma praia que, além da temperatura boa da água, não me encantou. Voltamos para o hotel e no caminho vimos o pôr do sol. Não sei se não será mais bonito em entre Fira e a Red Beach do que em Oia. Jantamos peixe, numa fish tavern, em Kartherados, mas nada de espetacular para nós que estamos habituados a peixe fresco. No hotel, conversamos um bocadinho junto à piscina, onde passamos a manhã do dia seguinte também. Voltamos ao ferry e, mais uma vez, a viagem fez-se muito bem até que a caixa multibanco decidiu não nos dar o dinheiro que levantávamos. Mas isso é história para um próximo post.

Santorini – porquê, onde, como e quanto? 

DSC_0331.JPGAo contrário de qualquer viagem que possa ter, anteriormente, descrito aqui no blog, um dos objetivos da última viagem foi descansar. Não combina comigo pagar férias, principalmente no estrangeiro, que se baseiem na ideia hotel-praia-piscina. Morando tão perto da praia e sendo este tipo de férias tão caras e com tão pouco de novo, parece-me que estou a desperdiçar dinheiro. Mesmo assim, quis muito ir a Santorini.

Porquê?

A ilha de Thyra, conhecida por Santorini, não é só um lugar com praias bonitas e pores-do-sol famosos. É uma ilha vulcânica, está junto de um vulcão ativo, tem uma arquitectura particular, vive exclusivamente de e para o turismo, tem videiras rasteiras que dão origem a vinhos raros, pela pouca área da ilha, pelo solo vulcânico e por ter apenas 45 a 50 dias de chuva por ano, já foi destruída num tremor de terra e, a qualquer momento, poderá sofrer outro. Por tudo isto, pela beleza natural e pela possibilidade de experiências únicas, queria muito lá ir.

Onde dormimos?

Juntando tudo isto à ideia do descanso, encontramos um hotel com piscina e louvamos a ideia porque há alturas do dia em que só se consegue sobreviver dentro de água. O hotel era muito familiar, como grande parte dos pequenos hotéis neste lugar. Era azul e branco e cada quarto tinha acesso pelo exterior, com uma pequena varanda e vista para o nascer do sol. O branco, fresco, e o azul, como o mar e a bandeira, são as cores predominantes da ilha. A suite era grande, confortável e o lugar muito seguro. A piscina tinha sempre acesso livre e acabamos por dar mergulhos de manhã, à tarde e depois do pôr do sol. O hotel chama-se Stravos Villas e fica a 10 minutos a pé de uma paragem de autocarro. Mas há centenas de boas opções.

Quanto tempo é necessário?

Dois dias lá pareceram-nos mais do que suficientes para conhecer a ilha e descansar. No fundo, além do turismo não há mais nada e o interior da ilha é desértico. Percebemos a pasmaceira que era e não compreendemos muito bem qual é o encanto de passar semanas inteiras lá. MAS, há sempre um mas, é uma questão de gostos, de opiniões e de formas de viajar.

Como chegar e como circular?

Há um aeroporto na ilha e não há forma mais fácil de chegar lá do que de avião. Quando compramos as viagens, os voos estavam caros, mas possivelmente com antecedência ou noutras alturas do ano seja diferente. Por isso, e como íamos de Atenas, optamos pelos barcos ou ferries. A Blue Stars foi a companhia mais barata que econtramos e há passagens desde 20 euros. A viagem dura meio dia, mas faz-se de forma muito confortável.

Dentro da ilha a maioria dos visitantes aluga motas (de duas ou quatro rodas) ou carros. Mas os transportes públicos são bons e pontuais. Alugar não é uma solução nada cara e é, sem dúvida, a mais prática. Mas, sabem, andar a pé é tão bom e os meus músculos estavam tanto a precisar de exercício que decidimos ficar-nos pelos transportes e caminhar muito.

Na  próxima semana conto o que visitamos e como correu tudo!