Do-In – Auto-massagem

No fim de semana passado fiz um workshop de Shiatsu com o objetivo de aprender técnicas novas para aplicar nas massagens que faço. Foi um fim de semana muito interessante desde a aprendizagem das técnicas de massagem, à aprendizagem de posições para massajar no chão e a pequenas discussões que surgiram pelos participantes serem de áreas tão distintas.
O Shiatsu é uma terapia com origem japonesa que evoluiu em diferentes vertentes, mas que em termos gerais é sempre feita no chão e tem como essencial base de prevenção e complementaridade de tratamentos os mesmos pontos da acupuntura (pontos específicos do nosso corpo que se encontram em linhas às quais os orientais chamam meridianos). 
Não entrando muito a fundo no assunto, para não cair no erro comum de tentar explicar os princípios de uma filosofia que não conheço, gostava só de dizer que acho fascinante a linha de pensamento oriental. Não tem nada de esotérico, mas que com leviandade cai facilmente nesse mundo, tornando-se uma palhaçada pegada. E daqui tenho assunto para um outro post muito interessante. 
Adiante, uma das coisas que aprendemos no workshop foi uma pequena rotina de auto-massagem, chamada Do-In. O Do-In é uma rotina de shiatsu que, aconselham eles, deve ser feita todos os dias ao acordar para nos ajudar a revitalizar. Os princípios e os locais onde se fazem seguem os princípios desta terapia, mas não têm grande ciência. 
Fica um vídeo, se alguém quiser experimentar, mas com algumas alterações:
– nos ombros a massagem em vez das pancadinhas é melhor;
– nos rins é melhor esfregar do que bater;
– na barriga a massagem deve ter o sentido dos pontos do relógio apenas;
– podem deixar a parte de sacudir a energia também.

Combater as insónias!

Dormir. Hoje vou falar-vos de dormir, de sono e de insónias. A minha própria experiência não é exemplo de insónias. O meu sono conhece muito bem a minha almofada, mal me deito adormeço. Posso dormir melhor ou pior, mas adormecer é certo. Juntando a isto, a minha necessidade de dormir oito horas, a minha experiência com boas noite de sono é exemplar e tenho várias opiniões e sugestões a fazer sobre o assunto.
O artigo da Massage Magazine defende que as insónias não devem ser tratadas com comprimidos. E não devem, não senhor! Antes de mais porque as causas das insónias devem ser identificadas, antes de medicadas. No caso da prescrição adequada ser mesmo alguma medicação, qualquer medicamento para dormir (o conhecido calmante) é feito para aplicações de curta duração, sendo que cria dependência.
Sabiam que quase todos os motivos de insónias se encaixam em problemas psicológicos e em maus hábitos de sono? Nenhum dos dois motivos se resolve apenas com medicação. E apenas uma pequena percentagem desses motivos é patológica, mas quando o é deve ser identificada o quanto antes.
Para alguém que não tem tempo para descobrir os motivos, para quem não tem disponibilidade para fazer experiências e/ou mudar hábitos eu sugiro MASSAGEM! Uma massagem de relaxamento. Não uma massagem que vos resolva todo stress, apenas uma massagem de relaxamento. Relaxamento a sério.
Se a sugestão parecer boa, procurem um terapeuta de confiança. Expliquem a vossa intenção e, se ele não oferecer, peçam um chá relaxante no início. Uma massagem de relaxamento bem feita às costas deve durar de 30 a 45 minutos, ao corpo inteiro de 60 a 90 minutos. Nunca menos (embora nos spas sejam menores por uma questão de rentabilidade). Podem ainda pedir uma música calma que gostem muito!
Outras sugestões igualmente boas ficam aqui:
1. Justificar a insónia: com vocês mesmos ou com um médico.
2. quarto = dormir: eliminem as televisões e o trabalho na cama. É uma forma de educar o subconsciente e ensiná-lo a perceber que o quarto é o lugar de dormir.
3. Tecnologia é inimiga de sono: o ponto anterior aplica-se a telefones que tocam e/ou acendem luzes durante a noite.
4. Não comer antes de dormir: melhor, comer até duas horas antes. A digestão pode interferir com a chegada do sono.
5. Definir e garantir rotina: talvez o ponto mais importante. Alguma vez já devem ter sentido um despertador biológico. Se nos deitarmos e levantarmos frequentemente no mesmo horário, o sono vai chegar na hora certa.
6. Massagem: depois de tudo no lugar, porque não experimentar a receita acima?
Outras boas sugestões de fácil acesso e em português, aqui.
Bons sonhos e boas massagens!

Massagens

Eu gosto de fazer massagens. Gosto dos truques que aprendi para que não termine eu com dores nas costas e nos braços. Gosto de sentir que a pressão a fazer, a correta, sou eu que a decido e que não há uma fórmula. Todas as pessoas são diferentes, os músculos também e todas as massagens devem ser boas (para os efeitos pretendidos). Gosto de identificar contraturas e de as desfazer – sempre que é possível. Gosto do ar de ensonado depois de uma longa massagem de relaxamento. Gosto de mostrar o quanto uma massagem é boa, tem efeitos positivos incontornáveis e ajuda a que os sonos sejam (ainda) melhores.
E que saudades que eu tinha de pôr as mãos na massa! As aulas práticas (no curso) já começaram e eu estou surpreendida, como é que ainda lembro de tudinho o que aprendi antes?

Prevenir em vez de ser agradável aos olhos?

Há uma coisa na nossa sociedade que está errada: damos mais valor/importância à estética e menos ao funcional. Geralmente só nos lembramos de ir ao médico (em adultos) quando dói. Quando nos prescrevem um medicamento, deixa de doer e não o tomamos até ao fim. Gastamos dinheiro em tratamentos estéticos quando precisamos dele para outras coisas. Compramos iPhones quando o nosso ordenado é o mínimo nacional. Gostávamos de entrar num curso superior/línguas/outra-coisa-qualquer e não o fazemos pelo dinheiro e pelo tempo, mas vamos ao café tantas vezes quantas vamos à casa de banho! E porquê? Porque nos olhamos ao espelho todos os dias. Observamos quem nos rodeia e estamos treinados para julgar o mau aspeto. Já a dorzinha que de vez em quando mói, ninguém a vê e enquanto acalma também não mói.
Contra mim falo. Todos somos fúteis onde não devemos de ser. Ou pelo menos numa pequena coisa onde não era suposto. O nossa valorização pessoal e as dores que um dia aparecerão em consequência daquilo com que não nos ralamos são futuro.
Hoje, no intervalo do curso de massagem, conversávamos mais ou menos sobre isto. Concluímos que há duas coisas que se tornam impressionantes, quando estudámos o corpo humano e aprendemos a importância da prevenção.
1. Quando nos dizem que uma massagem é cara enquanto mantêm as unhas de gel sempre impecáveis.
2. A não-compreensão que a recuperação de uma lesão não se faz de um dia para o outro e que ausência de dor é diferente, muito diferente, de lesão recuperada.
E o que é que de importante se pode tirar daqui? Que devemos sempre procurar um equilíbrio. Não é suposto andarmos nauseabundos e com ar de homens-das-cavernas, da mesma forma que é nosso dever compreender a importância da prevenção. 
A prevenção é a cura do século XXI e nós sabemos tão pouco sobre isso! Não sabemos comer. Não sabemos fazer exercício. Não sabemos deixar o stress para depois, nem muito menos procurar ouvir o nosso corpo e estar de bem com ele todos os dias.
Há quanto tempo não vão ao médico? Há quanto tempo não recebem uma massagem que vos deixa mais leves? Qual foi a última vez que o fisioterapeuta disse que lá tinham de voltar? Pois é, pois é.
P.S. – Este texto é um texto-alerta. Para fazer pensar um bocadinho. Não posso generalizar em ponto algum. Nem quero, em qualquer momento, dizer que futilidade não tem a sua importância. (in)Felizmente tem e muita nesta nossa sociedade!

Se uma terapia encanita muita gente, duas encanitam muito mais!

Este mundo da saúde tem tanto de tão bem intencionado como de intrigueiro. Temos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, psiquiatras, massagistas, osteopatas, homeopatas, quiropratas…. uma panóplia tão grande de especialidades que até procurar sobre o assunto não se faz ideia da existência de tal. 
Entre médicos, a maledicência felizmente é um mal menor. Um médico não fala mal dos colegas aos pacientes. Mas, infelizmente, isso ainda acontece entre enfermeiros e entre outros profissionais da saúde. Há uma espécie de guerra de tratamento. Os enfermeiros – grande parte daqueles que gostavam mesmo era de terem tido média para medicina – sentem-se inferiores, guerreiam por poder e deixam passar isso para os pacientes. Os fisioterapeutas não gostam dos técnicos, dos profissionais com cursos técnicos e não superiores. Eu, no meio disto tudo, acho isto só parvo.
Cada um tem o seu lugar e a sua importância. Qualquer enfermeiro tem funções muito importantes que não competem a um médico. Cabe-lhes tanto ou mais lidar com pessoas e tratá-las, ouvir-lhes as queixas e sossegá-las. Quanto aos fisioterapeutas: meus senhores, um massagista com uma formação profissional como a minha, não vos substituem. Não, de todo. 
E também ninguém tira trabalho a ninguém, como se diz por aí, nos cantinhos da cusquice. O que acontece, como todos já deveriam ter reparado, é que os trabalhos certos andam escassos. A lei da sobrevivência, do desenrasque, da versatilidade e do reinventar mandam nos dias de hoje. Desconfio até que a minha geração vai sofrer disso nos próximos longos anos e se queremos pôr comida na mesa, temos de nos reinventar. Se procuramos bons salários à partida, só porque somos donos de um bom curso superior, se achamos que é sentados a enviar currículos, sem bater pés e às portas, que os vamos conseguir estamos muito bem enganados!
Por outro lado, existem médicos, enfermeiros e fisioterapeutas que já reconhecem as terapias não-convencionais. Tanto que, finalmente, o ministério da saúde está numa tentativa de regulamentar essas atividades. A investigação nessa área começa a existir e há médicos de família que entram em parcerias com terapeutas. 
Como tal, se por algum motivo tiverem dúvidas acerca de um terminado terapeuta, se confiar se não, as regras são básicas:
– Procurar referências;
– Perceber a abertura do terapeuta para dar a conhecer e/ou trabalhar com o seu médico – um bom terapeuta não receia isso;
– Garantir que os valores cobrados são tabelados;
– Começar qualquer tratamento, inteirando o terapeuta da situação de saúde, tal como perceber a recetividade do mesmo para o assunto;
– Perguntar acerca de todo o procedimento e esclarecer todas as dúvidas existentes.
 
Resumidamente, é como escolher qualquer outro médico: competência e transparência.
E, já agora, nunca se põe algo de parte à partida, se não se conhece. Lição de vida!

Planos para o verão #5

Recomeçar a massagem. Vou finalmente fazer a segunda parte do curso: técnicas de recuperação física e massagem desportiva (a não ser que o nerd do meu orientador ache uma aberração não trabalhar 2 tardes por semana).
Treinar no verão só me vai dar mais energia e vontade de aprender mais. 
No entanto, ainda há coisas por fazer na minha salinha fofa. As cortinas ainda não estão todas no lugar e têm de ser cortadas. Há uma janela por tapar e a entrada por decorar.  

Massagem e Maleitas: Pescoços doridos?

A massagem estética anti-celulite, anti-isto e anti-aquilo está na moda. A massagem estética é o maior ganha-pão dos massagistas (não fisioterapeutas) e embora tenha muito de bom, há que saber que não somos a rainha Santa Isabel para transformarmos, por exemplo, gordurinhas acumuladas durante 20 anos em rosas. 
Não quero dizer com isto que é desaconselhável recorrer a este tipo de massagem, nada como tentar, nada como sair do sofá e procurar soluções. Aliás, a massagem estética produz efeitos, mas muito mais lentos e quase invisíveis quando não é acompanhada por uma mudança de hábitos alimentares e de exercício físico. 
Ou seja, o que realmente produz efeitos é o exercício físico e uma alimentação cuidada. A massagem anti-todas-essas-coisas-indesejáveis-que-deixamos-acumular é um bom complemento e não uma solução. Como complemento, ter umas mãozinhas a mexer nas zonas críticas faz com que a circulação aumente e facilita a drenagem na zona… é sem dúvida uma mais valia!
Ora, se eu não sou dada à massagem estética e gosto de massagem, em que ficamos? Ficamos com a massagem terapêutica. Conhecer o funcionamento do corpo humano e aprender a contrariar posições e tensões desconfortáveis, ou fugir para as energias que os orientais dominam (não são oficialmente reconhecidas, mas funcionam), são muito mais do meu interesse.
Neste sentido, os próximos posts terão algumas dicas sobre truques, auto-massagem e rotinas saudáveis a adotar.    
Comecemos com a zona que sustenta a nossa cabeça todos os dias, que a equilibra entre os maiores equilibrismos a que sustentamos o nosso corpo: o pescoço.
Senhoras que usam mala ao ombro, senhores e senhoras que passam o dia sentados há anos e não conseguem evitar os mãos hábitos, todos nós que envelhecemos e não temos a mesma capacidade de recuperação de umas noites mal-dormidas ou do esforço que fizemos no outro dia, atentem:

1. Alongamentos: podem ser feitos em qualquer lugar e duram 5 minutos. Vejam o vídeo, fácil, fácil! 
2. Massagem. Não é tão prático, nem tão fácil, mas com o vídeo à frente uma ou duas vezes por semana (ou quando as dores atacam!).
Tratamento ideal: Alongamentos, Massagem, Alongamentos.

Vá, deixem a preguiça no sofá e ponham os músculos a mexer. Exercício físico, têm praticado? E massagem, têm recebido?