Comprei um Aparador

Sou fã do conceito do OLX e recebo diariamente alertas de coisas que gostava de ter. Raramente as abro. Mas na semana passada aconteceu e de um amor à primeira vista por um aparador dos anos 60 para restaurar, resultou uma compra. Os frisos estão muito mal tratados e há ali muitas horas de trabalho, mas ficará qualquer coisa como isto:

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Ainda não há casa, mas já há aparador. E é adorável!

Fazer do fim de semana Férias

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Começou na sexta com um jantar cheio de primos. Foi tão bom, tão bom que a certa altura o senhor do restaurante já nos odiava – pessoas felizes fazem muito barulho e comem bem. Disse-nos, inclusive, para dividirmos comida porque, enfim, nunca vira as travessas de carneiro que comemos quando nos juntamos. Não sobrou nada.

No sábado, fui fazer um treino-experiência. Em setembro tenho de voltar ao exercício regular e preciso de perceber que tipo de treino quero fazer. O treino foi tão bom, tão bom que no domingo soltava “uis” de cada vez que me levantava e baixava.

Depois enfiamos meia dúzia de coisas na mochila, compramos um bilhete e fomos até Viana do Castelo. Estou tão bem impressionada com Viana que vou dedicar uma ou duas publicações ao assunto. Vi uma cidade ainda mais bonita do que o que me recordava, apanhei sol, comi muito, provei doces maravilhosos e dormi tantas horas que até lhes perdi a conta.

Soou e soube tanto a férias, assim, simples, em apenas dois dias!

Algumas fotografias do fim de semana AQUI.

 

Racionalizar uma Festa

E se eu vos disser que o que mais me faz confusão numa festa de casamento é o negócio, acham-me muito maluquinha? Mas é verdade, faz-me confusão o custo absurdo, as marcações com anos de antecedência, as roupas caríssimas e, consequentemente a obrigação dos presentes caros, das horas de fotografias aos noivos, dos excessos que todos cometemos. Atenção que eu sou um bicho de festa e divirto-me imenso em casamentos. Danço como se não houvesse amanhã e canto, como e bebo tudo o que tenho direito. 50c7af23e674f5a6f692176cc3ec618c

Ainda assim questiono-me se é preciso tanto. Se precisamos de gastar todas as poupanças e se é a forma de nos divertirmos muito. Penso em pessoas com rendimentos baixos a pagarem roupas, calçado, cabelos e presentes e não sei como fazem. Penso no excesso de comida e bebida e duvido que o nosso corpo goste assim tanto como a nossa alma. Penso que em muitos dos casos não se pensa no significado do casamento, só na festa. Acho que para uma festa, não precisa de ser de príncipes e princesas se não o somos.

Mas isto são só devaneios de muita racionalização. Não liguem e tenham um bom fim de semana!

Há coisas Chatas (tão chatas!) em sair de casa dos Pais

Quando falamos em casamentos, falamos acima de tudo em pessoas que decidem partilhar o dia a dia, as pancas e manias sem filtros e, no melhor dos casos, a vida inteira. No limite, isto acontece com ou sem contrato ou sacramento, acontece entre duas pessoas que decidem largar o conforto de não ter sempre alguém ao pé com opiniões distintas, a construir um equilíbrio em que o conforto de ter alguém sempre por perto é tão bom ou melhor. É isto que não é para todos. Não é para todos ter o altruísmo e a perserverança de o fazer, principalmente quando se sai do canto abençoado que é a casa dos pais. Ah, pois é, aí é que está a vitória. E a propósito da conversa ao jantar no outro dia, fica a compilação dos dramas que surgem e sobre os quais nunca pensamos, após decidirmos sair de casa dos pais de livre e espontânea vontade mas a pares.

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  1. O drama da roupa
    Eu odeio estar vestida igual dois dias seguidos (pancas!). Consequentemente a roupa acumula-se num qualquer canto que não é o armário. O armário é para roupa lavada, a usada mas sem ser para lavar é outra história. Como é que se arruma esta roupa sem que o quarto pareça a Bershka em saldos? Depois é a história de separar por cores e tecidos, lavar a diferentes temperaturas e ter roupa para encher diferentes máquinas sem se desperdiçar energia ou água, secar, dobrar e acumular num canto algures para passar a ferro, um dia. E as horas que isto leva? E o preço dos três mil produtos necessários? E o ferro que se não é decente tira qualquer um do sério? E se pedirmos aos pais para tratar da roupa? E aí no meio a independência que alguns (tipo eu) prezo tanto?
  2. A espiral negativa das refeições
    Ele é massa ou arroz ou então batata. Mas depois queremos ser mais saudáveis. Trocamos o arroz por quinoa, a batata por batata doce e a massa que é tão boa? Depois provamos mais coisas, cozinhamos mais coisas e, por vezes engordamos. De seguida o problema é a carne que ninguém se entende quanto a ser ou não ser saudável. Cozinha-se todos os dias ou aquece-se metade da semana? Cozinha-se 8 ou 9 vezes por semana, mas e se forem só 5 ou 6 é mais fácil e melhor? Depois vem a rotina e é qualquer coisa como massa-arroz-massa-arroz-massa-arroz. Isso ou perdermos toda a noite na cozinha.
  3. A louça
    Há aqueles seres honrados e divinos, quais deuses, que cozinham e quando terminam, é como se a cozinha fosse um canto imaculado, como se nada se tivesse lá passado. Depois há os outros (eu!) que leva um furacão atrás e deixam tudo por todo o lado. Há que lavar, limpar e arrumar depois de cozinhar. Há que passar um paninho nos armários de quando em vez e esfregar a pedra que, bendita a hora, é preta e disfarça. Não falando nos tupperwares (mesmo que os meus venham todos do Ikea) que se durante uma semana não lhes pomos o olho ganham vida e saltam dos armários ao abrir as portas. É que se se guardam sem tampas, na hora de os usar deixam os nervos em franja, se se guardam com tampas não há armários onde caibam. Sim, claro que mandar alguns para o lixo é opção. Mas depois há aquele dia em que há 350 no frigorífico, em que o que foi para o lixo é que era o tamanho certo ou que (tipo eu) os deixa derreter me cima da placa elétrica. Já nem se fala nas gavetas que se sujam com louça lavada. Como é que ainda ninguém inventou um exterminador de pó?
  4. O tempo
    É como se voasse, como se passássemos a viver num tempo e espaço à parte. Se saímos não dormimos, se dormimos não vivemos e, ainda, se queremos tudo vivemos em sufoco. Trabalham-se 8 ou 9 horas, passa-se uma ou duas em viagens, precisa-se de, pelo menos, uma para banhos e outros tratamentos mínimos, 8 para dormir e o que sobra parece que não chega para sabermos da vida de quem gostamos, parece que não chega para as mil e trezentas coisas que gostamos de fazer ou para os programas que mais gostamos na televisão. Ainda há aqueles loucos que se lembram de trabalhar e estudar ao mesmo tempo, mas desses não reza história.
  5. O supermercado
    Lembram-se dos tempos idos em que íamos às compras com os nossos pais e aquilo era giro? Havia tanto por onde escolher, ninguém alertava contra o açúcar e com maior ou menos flexibilidade nos iam deixando levar bolachas e cereais com chocolate, um livro novo ou os iogurtes que passavam na televisão entre desenhos. E depois, no final, os pais pagavam com um cartão infinito onde cabiam todos os nossos caprichos. Mas depois crescemos e decidimos que não queremos ter diabetes e percebemos que a camada foca deve-se aos açúcares – simples ou compostos –  que compões a nossa alimentação. Entramos no supermercado e temos uma dualidade: compramos só do que faz bem ou do que é mais em conta. Não sei se já experimentaram (eu já!) , mas tentei fazer só compras saudáveis e comprar comida para uma semana. Se basearmos a alimentação em produtos frescos: carnes de animais ao ar livre alimentados por pasto e peixes gordos sem congelar, fruta, legumes, cogumelos é pelo menos três vezes mais caro do que se metade do prato for arroz/massa/batata.
  6. O lixo
    Quem é que gosta de ir levar o lixo? Na verdade ninguém, não é verdade? Na Áustria chegávamos ao cúmulo de ter o lixo no prédio, mesmo junto à saída. Não havia grande drama em levá-lo, mas sentia-se uma certa tensão em quem é que o levava. As casas deviam incluir, na sua arquitetura, um qualquer lugar onde colocávamos o lixo e ele era de imediato incinerado. Digam lá se não era uma boa ideia? Como é que nunca ninguém criou isto (caso tenham dúvidas, estou a brincar!)?

E no meio disto tudo ninguém trocaria esta loucura pela calmaria de chegar à cama, ter a roupa na gaveta e tudo no lugar. Ninguém prefere. Somos bichos estranhos!

Um Aviso aos melhores dos Tripulantes

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Fazendo uma pausa no tema casamentos, deixem-me dizer-vos que manter este blog tem sido difícil, desafiante, viciante e mais giro todos os dias. Ora, eu, pessoa que precisa de longas noites de sono, que valoriza fazer mais coisas do que só trabalhar e que as tem feito, enquanto trabalha mais de oito horas por dia, torno tudo, no mínimo, difícil. Mas, por outro lado, o desafio que é manter este blog com uma cadência de pelo menos cinco publicações por semana, só o tornam mais desafiante. Juntando a tudo isto, encontro cada vez mais amigos que seguem este blog e que me sugerem temas sobre os quais falar aqui (todos os pedidos serão atendidos, prometo), fazendo com que este meu hobby seja giro, interativo e interessante.

Além de tudo, estou numa fase em que não quero, devo ou me apetece partilhar muitos pormenores pessoais. Eles chegarão, mas a seu tempo, depois de tudo estabelecido. Por isso, mantenham-se por aí, eu vou até ali escrever o texto que vou agendar para daqui a umas horas e dormir, que daqui a nada alguém me chama. Eu acordo, pego em qualquer coisa para comer, saio para o comboio e dou por mim a decidir se leia, se marque o jantar que me esqueci, se atualize contas, adiante o próximo texto ou ligue para o banco a fazer uma pressaozita. Depois trabalho e não consigo resolver mais do que uma ou duas coisas, volto para o comboio, vou a um qualquer jantar ou café e volto ao computador.

Mas sabem que mais? Tudo se faz!